A Cultura da Cor no Brasil

O Brasil é identificado internacionalmente por símbolos de elevada expressão cromática. Somos um país multicolorido pela exuberante natureza da nossa fauna e flora, que também se manifesta em nosso folclore, no carnaval e no futebol.
A cor está fortemente presente em nosso cotidiano. Mas também é fácil constatar que no Brasil mais se pratica o culto da cor (gosto pelo colorido), que o cultivo de sua cultura (conhecimento e estudo). Embora falemos dela com freqüência, poucos sabem os fundamentos das cores.
É certo que a Cultura da Cor reside, de fato, no estudo e na transmissão dos conhecimentos de suas leis e de todos os aspectos relativos à sua arte e ciência, prática e pesquisa, história e folclore. Surgem então inúmeras perguntas:

• Mas afinal, o que é a cor?

Segundo certas definições...

...a cor é decorrente de um tipo de radiação visível, de pequeno comprimento de onda situada numa diminuta faixa de intervalo de espectro eletromagnético. Dependendo da intensidade do fluxo luminoso e da composição espectral da luz, esta provoca no observador uma sensação subjetiva, independente de condições espaciais ou temporais...


Essa definição, que se refere a interação LUZ, OBJETO, VISÃO, também pode ser dita de um jeito mais simples, quando apenas nos referimos aos lápis coloridos, às tintas, aos pigmentos e às combinações das cores. Esses recursos, “quando utilizados para desenvolver uma idéia, um projeto ou um quadro, são elementos que possibilitam à cor se transformar num fenômeno de expressão e de linguagem, que não fala apenas aos olhos, mas aos nossos sentimentos”.

• E qual é, de fato, a importância da cor?

Goethe já havia compreendido a importância da manifestação cromática na vida das pessoas ainda no Século XVII, passando 20 anos de sua vida estudando a cor, que culminaram com a sua Farbenlehre (Doutrina das Cores), editada em 1810. Por outro lado, a cor pode ser expressa hoje como um componente da economia mundial, responsável por uma grande diversidade de pigmentos, produtos e negócios. É certo que os setores produtivos se beneficiam da cor para produzir não só lucros, mas também mais alegria, conforto, organização, bem-estar e melhor qualidade de vida.


• E porque a cor não é sistematicamente ensinada no Brasil, em qualquer nível de ensino, quer fundamental, médio ou superior?

Parece que parte dessa problemática deve-se a razões culturais: temos uma tendência a dar pouca importância à cor devido à sua própria trivialidade em nosso dia-a-dia. Por outro lado, a maioria das revistas que tratam de assuntos sobre decoração, tende a informar erroneamente seus leitores sobre questões fundamentais a respeito da arte e ciência da cor, divulgando erros primários sobre importantes aspectos de uma moderna teoria da cor. Por fim, temos um sistema educacional que ainda deixa muito a desejar, pondo de lado o ensino sistemático de uma matéria de considerável importância em cursos de arquitetura, decoração, moda, design, etc. Assim sendo, temos um paradigma cultural: não se ensina cor por que não é exigido pelos órgãos responsáveis pelo ensino no Brasil; e não se aprende cor por que não há como estudá-la.
Ou seja, temos um paradigma “de falta” dessa cultura. De falta de uma Cultura da Cor!

Para saber mais...

Um Programa de Divulgação Cultural
EXPOCOR - Evento único sobre a Cor
Palestras Grátis Sobre Harmonia Cromática

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